Privatização é bão – Revista Exame

Sim, privatização é bom, todos entenderiam isso se tivessem as informações objetivas, sem vieses políticos ou ideológicos.

Sim, privatização é bom. E como sugere o título até os menos letrados entenderiam isso se tivessem as informações objetivas e puramente financeiras e econômicas, sem vieses políticos ou ideológicos.

O exemplo mais lembrado pelos ferrenhos críticos de qualquer privatização é o da Companhia Vale do Rio Doce, hoje Vale, que foi vendida por R$3,3 bilhões em 1997.

 Suas maiores críticas são dois argumentos vazios se analisados objetivamente. O primeiro é de que valeria mais de R$100 bilhões. E perguntam: ora, sabendo que seu carro vale R$30 mil você o venderia por R$900,00?

E esse mesmo argumento se volta aos críticos com uma simples pergunta: Você, com tanta certeza de que o valor real que era de R$100 bilhões, por que não organizou um grupo e comprou por R$3,3? Como você disse era uma pechincha.

O outro argumento é de que cinco anos depois da privatização a Vale já dava, só de lucro aos seus acionistas, R$1,5 bilhão, ou seja, “metade” do valor pago.

Aqui os críticos omitem dois fatos. O primeiro é que antes da privatização o lucro era de R$325 milhões e, algo que talvez não lhes passe pelas cabeças, é que ao auferir lucro maior, a arrecadação de impostos também cresce. E muito.

Todos os casos amplamente criticados, e repito, com argumentos mais ideológicos do que econômicos ou financeiros, mostram que o caminho da privatização foi correto. Veja um quadro nesta matéria da Exame.com (http://exame.abril.com.br/revista-exame/antes-e-depois-da-venda-m0051381/). Hoje, algumas das empresas privatizadas, recolhem anualmente em impostos o mesmo valor que aqueles auferidos em suas vendas.

Ou seja, as empresas são muito mais lucrativas para a sociedade após privatizadas, caso estes impostos não sejam bem aplicados o problema retornaria à gestão estatal.

E os benefícios não param por aí. Veja o caso da Petrobrás, transformada em instrumento de política pública, auferiu prejuízos que foram pagos por todos os brasileiros inclusive eu e você. Por conta dos prejuízos sua contribuição em impostos diminuiu, assim como sua capacidade de gerar tecnologia e pesquisa, empregos, entre outros.

Sou muito a favor da privatização, ou concessão, como queira chamar, para complexos turísticos como o estádios de futebol, Anhembi, Sambódromos, Parques, não só do Ibirapuera, Autódromos, Museus, etc. etc. etc.

Com isso, deixaremos de ter a possibilidade de cabides de emprego nestes recintos, eliminamos a possibilidade de pagar com impostos a ineficiência de gestão. E passaremos a recolher impostos que nos faltam à saúde, educação, segurança, entre outros.

Outra área que deveria ser entregue totalmente à iniciativa privada, assim como foi feito na telefonia, com metas para instalação e acesso à população, é a rede de água e esgotos. Hoje impressionantes 48% da população brasileira não tem acesso à rede de esgoto. Isso ocorre na mansão e na favela das cidades do País.

Estamos longe de ter uma boa telefonia no Brasil quando comparamos nosso serviço com qualquer país mais desenvolvido, mas hoje temos linhas telefônicas (fixas ou móveis) em praticamente 100% dos lares brasileiros. Algo impensável antes da privatização. Na época da telefonia estatal ter telefone era coisa de rico (muito rico).

E esta falta de saneamento básico nos traz doenças básicas (dengue, diarreia, esquistossomose, febre amarela, etc.) que consomem mais de 50% dos recursos do SUS. Privatizar seria, neste caso, eliminar focos de doenças, de ineficiência, aumento de arrecadação e padrão de vida de 48% da população brasileira.

Quem seria contra privatizar? Acredito que somente aqueles que ainda, nas tetas de uma estatal, sonham mamar.

Fonte: http://exame.abril.com.br/blog/etiqueta-financeira/privatizacao-e-bao/

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